quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

IGREJA CELEBRA SEMANA DOS SEMINÁRIOS 2009


Uma mensagem de esperança lança a celebração da Semana dos Seminários 2009, que a Igreja Católica em Portugal promove entre 8 e 15 de Novembro próximos.
Seminário, palavra que chama e envia” é o mote da iniciativa, que lembra as instituições nas quais são formados os novos sacerdotes no nosso país.
O presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios (CEVM), D. António Francisco dos Santos, assinala na sua mensagem para esta semana que “todos somos chamados a assumir os seminários e a formação dos novos sacerdotes como uma missão essencial da vida dos cristãos e das comunidades”.
Os seminários são os alunos, os formadores e quantos ali trabalham, rezam e colaboram tantas vezes como beneméritos anónimos, discretos e activos. Os seminários são escolas ao modo da escola do Mestre onde se aprende a ser discípulo de Jesus e onde se preparam os apóstolos de hoje”, escreve.
Para este responsável, estamos na presença de “instituições necessárias” que, no contexto presente da formação, “são mesmo insubstituíveis”, deixando votos de que que as comunidades se apercebam “do valor do seminário como presença e esperança no coração da Igreja”.
Os seminários são instituições que inscrevem no chão sagrado dos seus edifícios as marcas do tempo e da história e elevam nos traços que exteriormente os identificam os sinais da presença da Igreja”, aponta.
Em pleno Ano Sacerdotal, que a Igreja celebra por decisão de Bento Xvi, o presidente da CEVM diz que “o amor pelos seminários, expresso em gestos de oração, de afecto e de generosidade, afirma um belo testemunho de vida eclesial, constitui um sinal de gratidão pelo bem ali realizado”.
O Ano Sacerdotal deve levar cada vez mais os sacerdotes aos seminários e deve aproximar os seminários das comunidades cristãs”, acrescenta.

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Igreja Algarvia volta a rezar pelas vocações consagradas




Sendo encarada como uma das iniciativas pastorais mais significativas das actividades que a Igreja algarvia realiza no decurso de cada ano pastoral, o Lausperene diocesano (adoração permanente ao Santíssimo Sacramento) volta uma vez mais a realizar-se na Diocese do Algarve no âmbito da Semana do Seminário diocesano (de 1 a 7 de Novembro) e da Semana Nacional dos Seminários (de 8 a 14 de Novembro).
Promovido pela equipa formadora daquela instituição, o Lausperene volta a mobilizar toda a Igreja algarvia, durante 15 dias, para uma cadeia de oração ininterrupta ao Santíssimo Sacramento, 24 horas por dia, que será assegurado pelas quatro vigararias, através das diversas comunidades paroquiais que as constituem. A Igreja algarvia, de 1 a 14 de Novembro, volta a intensificar a sua oração em torno das vocações de consagração, de modo particular as vocações ao sacerdócio. O Lausperene Diocesano terá então início no dia 1 de Novembro na vigararia de Tavira, na igreja do Carmo daquela cidade, às 21 horas, com a celebração de uma Eucaristia, seguida de um tempo de oração, aberto à participação das comunidades algarvias, particularmente as do Sotavento, constituintes das vigararias de Faro e Tavira. Depois de passar pelas várias comunidades paroquiais da diocese, segundo um itinerário distribuído pelas quatro vigararias, o Lausperene terminará, no dia 14 de Novembro, com uma Vigília de Oração na vigararia de Portimão, na igreja paroquial de Vila do Bispo, pelas 21h, aberta novamente a toda a Igreja algarvia, mas particularmente dirigido às vigararias do Barlavento de Albufeira e Portimão.

Significado do logótipo do Ano Sacerdotal



Trata-se da iconografia do Sagrado Coração de Jesus, em referência à Jornada Anual pela Santificação dos Sacerdotes, que sempre coincide, desde a sua instituição, com a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Portanto, chama a atenção direta ao tema da santidade específica à qual o ministro sagrado é chamado.



  • O Coração, que irradia raios de luz, refere-se à frase do Santo Cura d’Ars, que define o sacerdócio como sendo o “amor do Coração de Jesus”.

  • A estola, que se vê na imagem do Senhor, significa o Seu ser “Sumo e Eterno Sacerdote”, e evoca o facto de que todo presbítero é constituído como um prolongamento do Único Sacerdote, na história e para as gerações futuras.

  • Os braços abertos simbolizam a postura típica e própria do sacerdote em atitude de oração e de meditação.

  • As chagas nas mãos e no lado de Cristo, tal como se encontram na imagem do logotipo, recordam o único sacrifício redentor e evocam a satisfação vicária e a doação total de si mesmo, próprias do sacerdócio.

A postura de acolhida parece dizer: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso”. Trata-se de um convite consolador a todos os sacerdotes, que se fadigam no exercício quotidiano da caridade pastoral – às vezes, em terrenos mais áridos e difíceis – e, ao mesmo tempo, representa um exemplo, para que cada sacerdote tenha a mesma atitude diante dos que lhe estão próximos e também dos mais distantes.

Conclusões do VI Fórum Nacional das Vocações



Ide e Anunciai o Evangelho da Vocação


Conclusões


Sintetizamos a reflexão deste Forum nos três verbos que nos foram propostos logo no início: repensar, sentir e reconstruir.


1) Como viver hoje a fé para que seja uma “proposta credível”?
A questão fundamental é perceber que, se as verdades fundamentais não mudam, o mesmo não acontece às realidades socioculturais, que têm de ser continuamente repensadas para nelas podemos actuar.
O quadro de autonomia e de liberdade em que hoje nos movimentamos é um desafio radicalmente novo, que não pode ser constrangedor nem desmotivador mas é antes condição essencial para se ser plenamente humano. E há que construir a partir de tudo o que de autenticamente humano vamos identificando, de qualquer origem, sem rupturas entre cristianismo e mundo contemporâneo!
Não podemos querer fazer a Igreja e os cristãos à nossa maneira ou como sempre se fez; como lembrou o Vaticano II, somos sacerdotes no tempo e no mundo, lendo a realidade de hoje, vivendo nela e actuando sobre ela.
Há que pensar e viver Deus mas à maneira de Jesus. A nossa forma de viver tem de ter o Reino de Deus como referência: Deus chama todos os homens a serem felizes já aqui neste mundo. Por isso, só a nossa vida de pessoas felizes pode ser proposta credível, que anuncia Deus e convida à fé!


2) A “pro-vocação” e uma “nova aliança” com os jovens
Importa perceber que hoje os jovens não seguem modelos e ideais mas procuram sobretudo experiências e vivências. Não querem tanto ouvir testemunhos mas sobretudo sentir realidades. Daqui decorre que a atitude fundamental seja de “perder” tempo com os jovens: conhecê-los, ouvi-los, crescer com eles, experimentar com eles. Precisamos de pôr em causa os nossos quadros mentais de educadores adultos, libertando-nos de prisões e reeducando-nos para sentir com e à maneira dos jovens.
Para que os jovens acreditem é preciso que percebam a grande razão que faz Deus “credível”: Deus ama totalmente, sem medida, gratuita e incondicionalmente a todos os homens! Esta realidade de Deus, uma vez experimentada, é provocatória: desconcerta-nos, porque não esperamos que Deus seja assim, e chama-nos, porque suscita o acolhimento deste amor e uma resposta pessoal de vida.
Os jovens de hoje transmitem-nos três mensagens: querem ser acolhidos e amados tal como são, denunciam que os excluimos e pomos em espera (de emprego, de casa, de família) e desejam que contemos com eles e os sintamos necessários. A nossa resposta tem de ser entregar-lhes a nossa vida, fazendo com eles uma aliança à maneira da aliança de Deus com o seu Povo: focada neles e nas necessidades e anseios deles (não em nós nem nas nossas), sem manipulações nem contrapartidas, totalmente disponível, gratuita e fiel.


3) “Educar-nos” reconstruindo com os jovens a fé e a vocação cristã
Para que os jovens experimentem o Amor de Deus, o único caminho é sermos a imagem de Deus para eles. Que eles O vejam realmente, na forma como vivemos com eles!
Educar os jovens exige que sejamos competentes para o fazer; não basta ter jeito ou vontade, ou ser boa pessoa, é preciso investirmos na preparação e formação de agentes pastorais competentes e com qualidade.
Importa ter sempre em conta a transversalidade de toda a pastoral: todos os sectores – catequese, pastoral juvenil e universitária, escola católica, educação moral e religiosa católica nas escolas públicas – dão contributos específicos e insubstituíveis e são por isso necessários na educação da fé e no discernimento da vocação.
Os agentes pastorais têm de saber falar a cada um na sua própria língua, conhecer e praticar as novas formas de comunicação que os jovens hoje privilegiam.
Orientar para a vocação não é recrutar consagrados, é amadurecer pessoas cristãs. A vocação é sempre uma escolha livre, feita no amor e por amor. Uma opção vocacional, mesmo que expressa em votos, é sempre um exercício de liberdade – temos de a deixar perceber como tal.
Educar não é tanto transmitir mas antes construir, ou melhor, reconstruirmo-nos todos em conjunto, interagindo para sermos todos nós pessoas novas. Mas não se trata de acção de massas: temos de olhar cara a cara, tu a tu, atender a cada um como pessoa na sua individualidade – eu quero viver contigo!


Em síntese:
Nós, os agentes pastorais, somos desafiados a mudar, e radicalmente! Para os jovens e com os jovens, todos nos reconstruimos e em conjunto nos educamos.
Só assim os jovens verão o rosto do Deus-Amor e quererão acreditar!

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

VI Fórum Nacional das Vocações

Renovar a mensagem vocacional aos jovens; propor a pastoral vocacional como opção educativa das comunidades educativas da fé; desenvolver e alargar a proposta vocacional dos itinerários educativos são os grandes os objectivos do VI Fórum Nacional das Vocações, a realizar em Fátima, nos dias 30 e 31 de Outubro, que terá como tema «Ide e anunciai o Evangelho da Vocação».
Deste Fórum “sairão com certeza dinamismos e estímulos para uma atenção mais adequada a esta dimensão, desenvolvendo percursos pastorais mais fecundos nos espaços educativos e para um acompanhamento mais personalizado e pró activo aos jovens que sentem o apelo de Deus a uma vida de consagração total”.

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Pastoral Vocacional promove actividade de voluntariado







quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Pastoral Vocacional lança publicação de apoio a educadores


O Secretariado da Pastoral Vocacional da Diocese do Algarve, tal como prometido no passado dia 4 de Outubro em Fátima no lançamento do novo ano pastoral da Igreja do Algarve, acaba de editar um subsídio intitulado ‘Chama Por Mim…’ que pretende ser uma ferramenta de apoio a párocos, catequistas e animadores para o trabalho com crianças, adolescentes e jovens no que concerne àquele sector da pastoral da Igreja.
A publicação de 156 páginas reúne propostas de catequeses vocacionais, de caminhadas vocacionais, elaboradas pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Vocacional (SDPV) a empreender no contexto dos grupos de catequese e de jovens e também apresenta dois anexos, um com cinco testemunhos (alguns da diocese algarvia) e outro com 41 cânticos.

Na introdução, o SDPV começa por se regozijar com o “especial momento de reflexão e acção de graça” vivido pela diocese algarvia que vem “ajudando a discernir e descobrir no mundo, sinais autênticos da presença e do Amor de Deus, sinais visíveis de felicidade, sinais e testemunhos de vocação”. O SDPV reconhece, no entanto, que à pergunta “«Senhor, que queres de mim?», muitos jovens continuam a antepor esperanças e expectativas particulares” e que, “no contexto hodierno são muitas as vozes que nos fazem olhar para trás”, mas lembra que “há uma voz que chama pelo nome porque conhece a fragilidade, a limitação, o dom e a existência de cada um”: “a voz de Jesus Cristo”.

Para que essa voz seja “conhecida, amada e compreendida”, o SDPV aponta a necessidade de “arautos que proponham Jesus Cristo aos irmãos (catequistas, animadores, párocos) e caminhos que possam ser percorridos (catequeses, caminhadas, encontros)”. “É neste contexto que surge esta publicação”, explica aquele serviço diocesano.

Das catequeses vocacionais, introduzidas por uma nota que pretende explicar como elaborar uma catequese vocacional, consta uma catequese para crianças da primeira e segunda etapas, uma catequese para a primeira infância e outra para a segunda infância, uma outra para crianças dos 7/8 anos aos 11/12 anos, uma outra para adolescentes e jovens do 7º, 8º e 9º ano de catequese, uma outra para adolescentes dos 12/13 anos aos 15/16 anos, mais duas para adolescentes e uma ainda para jovens crismandos dos 16 aos 18 anos.

Das quatro caminhadas vocacionais, também introduzidas por uma nota que explica como preparar uma iniciativa deste género, duas são direccionadas para adolescentes e jovens. Aos educadores chega-se a apresentar propostas de lugares, como a Ilha de Faro/Ria Formosa ou a Capela de Santa de Santana, em Messines, para o início da caminhada.

As propostas são enriquecidas por diversas sugestões de dinâmicas, cânticos, gestos, simbologias, jogos e outro material de apoio documentado.

O SDPV assegura ainda que a esta publicação – que estará à venda pelo valor de 7,5 euros na loja dos Serviços Diocesanos de Pastoral no Largo da Sé (nº19), em Faro, e em diversas iniciativas a realizar pela diocese algarvia –, seguir-se-ão mais duas.

Fonte: Folha do Domingo